terça-feira, 10 de março de 2026
TESE UTP 2024-2027- the final cut
SUMÁRIO:
Conforme ABNT NBR 14724, trabalhamos o sumário de nosso Projeto de Pesquisa que se chama " VIVENCIANDO A PEDAGOGIA DO OPRIMIDO DE PAULO FREIRE NO FAZER TEATRAL DO TEATRO DO OPRIMIDO DE AUGUSTO BOAL"
o Sumário segue uma ordem lógica da pesquisa proposta e é dividida por eixos temáticos :
1 INTRODUÇÃO:
Apresentação do tema e justificativa da pesquisa
Desejamos aproveitar que nossa linha de pesquisa, Políticas Públicas e Gestão da Educação,compreende a realidade das políticas públicas da Educação brasileira, a transição por questões socioeconômicas e as alternativas formais e não formais de Educação , possa nos levar a vivenciar a Pedagogia do Oprimido de Paulo Ffreire no fazer teatral do teatro do oprimido de Augusto Boal.
Portanto nossa tese analisa a aplicação prática dos conceitos de Paulo Freire, mais claramente da Pedagogia do Oprimido dentro da metodologia estética e política criada por Augusto Boal, o seu já muito estudado teatro do Oprimido.
Os tópicos que iremos nos aprofundar serão:
. Diálogo e Conscientização: A tese irá explorar como o palco se torna uma extensão da sala de aula Freireana. O " espect-ator" deixa de ser um receptor passivo para se tornar um sujeito ativo que ensaia a transformação da realidade
. A Filosofia da Praxis da educação da pedagogia do oprimido sendo formal para um não formal através do teatro do oprimido e que focamos na união entre teoria das questões sócio socioeconômicas e sua ação no fazer teatral do teatro do oprimido de Augusto Boal. Já que no fazer teatral do teatro do Oprimido de Augusto Boal, o corpo vivencia a opressão para buscar alternativas coletivas , refletiundo assim o conceito de Freire de que ninguém liberta ninguém, mas os homens se libertam de forma coletiva.
. Humanização: Iremos analisar como os jogos teatrais de Augusto Boal, podem ser melhor aproveitados com as ferramentas pedagogicas da Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire e com isso desmecanizar o individuo e sua educação bancária , combatendo mesmo a sua alienação diante de sua própria criação, nossa tese quer buscar novas formas de educar o homem através do teatro, fazendo dele protagonista de sua história, se livrando de estruturas opressoras.
Portanto nossa tese analisa a aplicação prática dos conceitos de Paulo Freire especificamente destacando a pedagogia do oprimido dentro ds metodologia estética e política criada por Augusto Boal, no seu teatro do Oprimido.
Estrutura Inicial da Tese1. IntroduçãoA intersecção entre educação popular e arte engajada encontra seu ápice teórico e prático na América Latina durante a segunda metade do século XX. Este trabalho investiga as convergências teóricas e as vivências práticas entre a Pedagogia do Oprimido, formulada por Paulo Freire, e o Teatro do Oprimido, desenvolvido por Augusto Boal. Ambas as práxis emergem em contextos de intensa efervescência política e repressão ditatorial. Elas compartilham a premissa de que a libertação dos sujeitos marginalizados ocorre por meio da conscientização e da ação cultural direta.Paulo Freire revoluciona a educação ao propor uma pedagogia dialógica. Ele rejeita a "educação bancária", na qual o estudante é um receptáculo passivo de depósitos de conhecimento. Em seu lugar, institui uma educação como prática da liberdade, onde educador e educando aprendem juntos, mediados pelo mundo.Paralelamente, Augusto Boal transpõe essa virada epistemológica para o campo das artes cênicas. Ao romper com a barreira entre palco e plateia, Boal cria a figura do "espect-ator". O espectador deixa de ser um consumidor passivo da ação dramática para se tornar o protagonista da transformação social no espaço teatral.O problema central desta pesquisa reside em compreender como os conceitos freireanos de diálogo, conscientização, práxis e humanização são materializados nas técnicas do Teatro do Oprimido, como o Teatro-Fórum e o Teatro-Imagem. Busca-se analisar em que medida o fazer teatral boaliano atua como uma extensão estética e corpórea da pedagogia freireana. A hipótese levantada é que o Teatro do Oprimido não apenas ilustra a Pedagogia do Oprimido, mas a expandi. Ele confere corporeidade, espacialidade e coletividade estética aos processos de libertação propostos por Freire.2. ObjetivosObjetivo GeralAnalisar as vivências e os pontos de convergência teórica e prática entre a Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire e o fazer teatral do Teatro do Oprimido de Augusto Boal, identificando como a arte cênica atua como ferramenta de conscientização e libertação social.Objetivos EspecíficosMapear o contexto histórico, político e social da América Latina nas décadas de 1960 e 1970 que impulsionou o surgimento das obras de Freire e Boal.Examinar os conceitos fundamentais de Freire — como dialogicidade, educação bancária, opressão e conscientização — relacionando-os à transição do espectador passivo para o espect-ator na teoria de Boal.Investigar o funcionamento técnico e pedagógico do Teatro-Fórum e do Teatro-Imagem como laboratórios práticos de ensaio para a realidade social.Avaliar o impacto das vivências do Teatro do Oprimido na formação crítica e na emancipação de comunidades historicamente vulnerabilizadas.3. JustificativaA relevância desta pesquisa ancora-se na necessidade contínua de debater métodos emancipatórios de educação e cultura em sociedades marcadas por profundas desigualdades estruturais. Embora as obras de Paulo Freire e Augusto Boal sejam amplamente estudadas de forma isolada em seus respectivos campos — a Pedagogia e as Artes Cênicas —, a sistematização de suas conexões diretas oferece um campo fértil e interdisciplinar ainda em expansão.Sob a ótica social, a articulação entre Freire e Boal instrumentaliza movimentos sociais, educadores e artistas que buscam no fazer cultural uma forma de resistência e transformação. Compreender o teatro como pedagogia e a pedagogia como performance política permite o desenvolvimento de novas metodologias de intervenção comunitária. Isso devolve aos sujeitos subalternizados a palavra e o corpo como ferramentas de denúncia e anúncio.Do ponto de vista acadêmico, o estudo justifica-se ao preencher lacunas teóricas sobre a corporeidade na obra de Freire. A pedagogia freireana, muitas vezes debatida no plano discursivo e da alfabetização, ganha uma dimensão física e estética por meio do Teatro do Oprimido. Inversamente, a teoria de Boal encontra em Freire sua validação epistemológica mais robusta.Portanto, esta tese contribui para o resgate e a atualização do pensamento crítico latino-americano. Ela prova que a união entre a pedagogia libertadora e o teatro político permanece legítima, urgente e necessária para o enfrentamento das opressões contemporâneas.Próximos Passos para Expandir para 20 PáginasPara alcançar a extensão de 20 páginas, recomendo dividir o restante do seu trabalho na seguinte estrutura capitular:Revisão de Literatura (Aprox. 6 páginas): Detalhar o panorama da Pedagogia do Oprimido (crítica à educação bancária) e as origens do Teatro do Oprimido (crítica ao teatro aristotélico).Convergências Conceituais (Aprox. 5 páginas): Cruzar conceitos como Diálogo vs. Teatro-Fórum; Conscientização vs. Espect-ator.Análise de Vivências/Casos Práticos (Aprox. 4 páginas): Relatar exemplos reais de oficinas de Teatro do Oprimido e como os participantes vivenciaram a libertação na prática.Considerações Finais (Aprox. 2 páginas): Síntese dos resultados e reflexão sobre o impacto atual dessas metodologias.Para te ajudar a avançar com a escrita, me informe:Você pretende focar em um estudo de caso específico (como uma oficina ou grupo comunitário) ou a pesquisa será estritamente bibliográfica?Existe algum conceito específico de Freire ou Boal que você gostaria que eu ajudasse a aprofundar para o próximo capítulo?
Problematização: Como a pedagogia do oprimido de Paulo Freire pode ser inserida no fazer teatral do teatro do oprimido de Augusto Boal?
Objetivos: ( Geral e Específicos )
Metodologia: a práxis como caminho metodológico
2. Fundamentação Teórica: A Pedagogia da Libertação
2.1. A Crítica à Educação Bancária: o conhecimento como imposição.
2.2. Dialogicidade e Conscientização: os pilares freirianos.
2.3. O papel do oprimido como sujeito da própria história.
3. AS VIVÊNCIAS NO FAZER TEATRAL
3.1. A árvore do teatro do oprimido: jogos, teatro Imagem e Teatro Fórum como instrumento de instrumento de intervenção
3.2. Desmecanização e Humanização: A estética do Oprimido e a descoberta do "fazer teatral"
3.3. O Papel do Curinga: O mediador como educador freireano no fazer teatral do teatro do oprimido de AUGUSTO BOAL
4. A ANÁLISE DAS EXPERIÊNCIAS ( UM ESTUDO DE CASO? )
4.1. Contextualização da Vivência: Descrição da Oficina analisada.
4.2. O diálogo em Cena: Relatos de como as palavras geradoras se tornaram ações cênicas
4 3. Resultados e Impactos : A transformação social e subjetivo dos participantes.
5. Considerações Finais:
. Sintese das vivências e validação da tese.
. Limites e potências do teatro do oprimido na Educação contemporânea.
ELEMENTOS PÓS- TEXTUAIS ( Não numerados)
. REFERÊNCIAS
. APÊNDICES ( Roteiros de oficinas, fotos e depoimentos )
. Anexos ( Documentos de terceiros)
Referência para o Sumário:
O Parentesco Intelectual entre Paulo Freire e Augusto Boal
PORTAL DE PERIÓDICOS UFU
PAULO FREIRE E AUGUSTO BOAL : O diálogo da Práxis
Revista Brasileira de Educação Básica
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